Hoje em dia é fácil vermos a mídia usar jargões para definir a conduta de uma pessoa. Não é difícil, quando um político toma alguma decisão autoritária, dizerem que ele é “Fascista”, ou quando um grupo de pessoas quebram, ou roubam uma loja, serem logo chamados de “Anarquistas”. Porém dificilmente encontramos na mídia explicações verdadeiras sobre o que significam essas palavras.
Não sou de forma alguma anarquista, nem tão pouco fascista. Mas é de fundamental importância, compreendermos seus significados antagônicos, mas verdadeiros em muitos pontos.
Posto aqui algo que não se encontrará em mídia alguma.
Wagner S. Simeone
Texto de Errico Malatesta:-Você é anarquista?
- Sim, porque sou trabalhador consciente.
- O que é ser trabalhador?
- É viver pelo esforço do seu trabalho.
- Quando se pode dizer que o trabalhador é consciente?
- Quando ele conhece as causas da sua miséria e as combate.
- O que é trabalho?
- É o esforço para produzir.
- O que é produzir?
- É criar riqueza.
- O que é riqueza?
- É tudo o que pode ser útil ao homem.
- Então o sol é uma riqueza?
- Sim, como o ar, a água, os peixes, etc.
- Mas o sol é produzido pelo homem?
- Não, por isso se chama riqueza gratuita.
- Há outras riquezas gratuitas?
- Sim, o ar, a chuva, os rios, os mares, etc.
- A terra também é uma riqueza gratuita?
- Deveria ser, porque é a matéria natural da produção natural da produção das riquezas minerais e orgânicas; mas não é.
- Porque não é?
- Porque é possuída por alguns homens em prejuízo da maioria dos homens.
- Isso é justo?
- Não. Isso é a causa da maior parte das desgraças humanas. O que diria de um indivíduo que pudesse se apropriar da luz e do calor solar e o fizesse para vendê-los depois aos outros homens?
- Que seria um infame!
- O que diria dos homens que se apropriam de toda a Terra e não permitam que os outros a cultivem?
- Que são infames.
- O que se diz de uma sociedade que mantém esse regime?
- Que é uma sociedade prejudicial ao homem e, portanto precisa ser reformada pela extinção do direito de propriedade privada.
- Quem mantém a propriedade privada?
- O governo, isto é, alguns homens que pretendem dirigir os outros homens.
- E qual é o meio de que lançam mão para tal fim?
- A lei, e para garantir a lei o soldado.
- O que é lei?
- O conjunto de regras impostas pelos reis, conquistadores, capitalistas, etc... Às classes trabalhadoras com o fim exclusivo de manter a propriedade privada, isto é, a posse das riquezas, e regular a sua transmissão.
- O que é o soldado?
- É um trabalhador inconsciente que se sujeita aos possuidores da terra para manter essa posse a troco de um miserável pagamento.
- E como ele se sujeita?
- Se sujeita pela disciplina.
- O que é a disciplina?
- É a escravização da vontade do soldado ao seu superior. O soldado obedece ao que lhe mandam sem saber como nem o porquê.
- Qual é o ofício do soldado?
- Matar.
- Mas a lei não proíbe matar?
- Proíbe, mas se o soldado matar um trabalhador que protesta contra o governo, a lei declara que o soldado é um virtuoso.
- O papel do soldado é digno?
- Não. É o mais vil possível.
- E como há trabalhadores que se fazem soldados?
- São iludidos pelos governantes e arrastados pela miséria.
- Como conseguem iludi-los?
- Com fardamentos vistosos e insuflados neles o "amor" à pátria. Patriotismo é um sentimento mesquinho que leva o indivíduo a supor que os que nasceram no seu território são superiores aos outros homens.
- Esse sentimento leva as más conseqüências?
- É o elemento principal que arrasta as massas humanas à "Guerra”.
- O que é a guerra?
- É um processo de dominação pela morte.
- Como se explica?
- A história universal mostra que os "grandes" de uma nação armavam soldados, nos adestravam e subjugavam pela força aos homens de outras terras, ou para escravizá-los, ou para se apossarem da lavoura, suas minas, de suas riquezas até mesmo de suas mulheres. Os diretores dessas guerras, um Cambyses, um Alexandre Magno, um César, um Napoleão. Eram simples bandidos que procuravam justificar as suas invasões com pretextos fúteis de "honra, vingança, amor à Pátria". Hoje as guerras são a mesma coisa, luta por causa de colônias, de comércio, de capitais comprometidos.
- Quem faz a guerra?
- São os capitalistas, por intermédio dos diplomatas e pelos canhões movidos por soldados.
- O que fazem os soldados da polícia?
- Mantém a chamada ordem ou "hierarquia", isto é, o regime de autoridade pelo quais os inferiores se subordinam aos superiores. Desde que alguns trabalhadores procuram levantar-se contra os seus exploradores a polícia intervém para "manter a ordem"; isto é, obrigar os trabalhadores a se submeteram à exploração.
- E como reformar isso?
- Extinguindo a propriedade privada e a tornando posse da Terra coletiva.
- E quem fará essa reforma?
- Os dirigentes capitalistas não o farão, porque isso seria contrário aos seus interesses; logo essa reforma só pode ser feita pelos trabalhadores.
- Como se chamará o regime da propriedade coletiva?
- Se Chamará Anarquia.
- O que significa esse nome?
- Significa "não comando", isto é, exclusão dos superiores e, portanto "igualdade, não autoridade”.
- A anarquia exige ordem?
- É o único meio de obter a verdadeira ordem, que hoje é mantida apenas pela opressão. Basta que por um dia se suprimam a polícia e o exército para que a "desordem" atual se manifeste em desmando de toda a espécie.
Hitler sobre a Questão Social________________________________________
"Eu não sei o que naqueles tempos mais me horrorizava, se a miséria econômica de meus camaradas, se a sua grosseria espiritual e moral e o baixo nível de sua cultura.
Quantas vezes não se tomava de cólera a nossa burguesia, quando, da boca de algum miserável vagabundo, ouvia a declaração de que lhe era indiferente ser ou não alemão, contanto que ele tivesse a sua subsistência garantida.
Essa falta de orgulho nacional é, então, censurada da maneira mais incisiva e a repulsa por um tal modo de agir expressa em termos enérgicos.
Quantos, porém, já se fizeram a pergunta sobre quais eram as causas de possuírem eles próprios melhores sentimentos?
Quantos compreendem a infinidade de recordações pessoais sobre a grandeza da Pátria, da nação, em todas as fronteiras da vida artística e cultural que lhes inspiram o justo orgulho de poderem pertencer a um povo tão favorecido?
Quantos pensam na dependência do orgulho nacional em relação ao conhecimento das grandezas da Pátria em todos estes domínios?
Refletem nossos círculos burgueses em que irrisória extensão esses motivos de orgulho nacional se apresentam ao povo?
Ninguém se desculpe com o argumento de que "em outros países a coisa não se passa de outra maneira" e que, não obstante, o trabalhador orgulha-se de sua nacionalidade. Mesmo que fosse assim, não poderia servir como desculpa para a nossa própria negligência. Tal, porém, não se dá. O que nós sempre pintamos como uma educação "chauvinística" dos franceses, por exemplo, não é mais do que a exaltação das grandezas da França em todos os domínios da Cultura, ou da "civilisation", como a denominam nossos vizinhos.
O jovem francês não é educado para o objetivismo, mas para as opiniões subjetivas, que a gente só pode avaliar, quando se trata da significação das grandezas políticas ou culturais de sua Pátria.
Essa educação terá que ser sempre restrita aos grandes e gerais pontos de vista que, se for preciso, por meio de eterna repetição, se gravem na memória e nos sentimentos do povo.
Entre nós, aos erros por omissão, junta-se ainda a destruição do pouco que o indivíduo tem a felicidade de aprender na escola. O envenenamento político do nosso povo elimina ainda esse pouco do coração e da memória das vastas massas, quando a necessidade e os sofrimentos já não o tinham feito.
Pense-se no seguinte:
Em um alojamento subterrâneo, composto de dois quartos abafados, mora uma família proletária de sete pessoas. Entre os cinco filhos, suponhamos um de três anos. É esta a idade em que a consciência da criança recebe as primeiras impressões. Entre os mais dotados encontra-se, mesmo na idade madura, vestígios deste tempo. O espaço demasiado estreito para tanta gente não oferece condições harmoniosas para a convivência. Brigas e disputas, só por esse motivo, surgirão freqüentemente. As pessoas não vivem umas com as outras, mas se comprimem umas contra as outras. Todas as divergências, sobretudo as menores, que, nas habitações espaçosas, podem ser sanadas por um ligeiro isolamento, conduzem aqui a repugnantes e intermináveis disputas. Para as crianças isto ainda é suportável. Se, porém, essa luta se passa entre os pais, quase todos os dias, e de maneira a nada deixar a desejar em matéria de grosseria, o resultado de uma tal lição de coisas faz-se sentir entre as crianças. Quem tais meios desconhece dificilmente pode fazer idéia do resultado dessa lição objetiva, quando essa discórdia recíproca toma a forma de grosseiros desregramentos do pai com a mãe e até de maus tratos nos momentos de embriaguez. Aos seis anos, já o jovem conhece coisas deploráveis, diante das quais até um adulto só horror pode sentir. Envenenado moralmente, mal alimentado, com a pobre cabecinha cheia de piolhos, o jovem "cidadão" entra para a escola.
A custo ele chega a ler e a escrever. Isso é quase tudo. Quanto a aprender em casa, nem se fale nisso. Até na presença dos filhos, mãe e pai falam da escola de tal maneira que não se pode repetir e estão sempre mais prontos a dizer grosserias do que pôr os filhos nos joelhos e dar-lhes conselhos. O que a criança ouve em casa não é de molde a fortalecer o respeito às pessoas com quem vai conviver. Ali nada de bom parece existir na humanidade; todas as instituições são combatidas, desde o professor até as posições mais altas do Estado. Trate-se de religião ou da moral em si, do Estado ou da sociedade, tudo é igualmente ultrajado da maneira mais torpe e arrastado na lama dos mais baixos sentimentos. Quando o rapazinho, apenas com quatorze anos, sai da escola, é difícil saber o que é maior nele: a incrível estupidez no que diz respeito a conhecimentos reais ou a cáustica imprudência das suas atitudes, aliada a uma amoralidade que, naquela idade, faz arrepiar os cabelos.
Esse homem, para quem já quase nada é digno de respeito, que nada de grande aprendeu a conhecer, que, ao contrário, conhece todas as vilezas humanas, tal criatura, repetimos, que posição poderá ocupar na vida, na qual ele está à margem?
De menino de treze anos ele passou, aos quinze, a um desrespeitador de toda autoridade.
Sujidade e mais sujidade, eis tudo o que ele aprendeu. E isso não é de molde a estimulá-lo a mais elevadas aspirações.
Agora entra ele, pela primeira vez, na grande escola da vida.
Então começa a mesma existência que nos anos de meninice ele aprendeu com seus pais. Anda para cima e para baixo, entra em casa Deus sabe quando, para variar bate ele mesmo na alquebrada criatura que foi outrora sua mãe, blasfema contra Deus e o mundo e, enfim, por qualquer motivo especial, é condenado e arrastado a uma prisão de menores.
Lá ele recebe os últimos polimentos.
O mundo burguês admira-se, no entanto, da falta de "entusiasmo nacional" deste jovem "cidadão".
A burguesia vê, no teatro e na imprensa, no lixo da literatura e na torpeza do cinema, dia a dia, o veneno se derramar sobre o povo, em grandes quantidades, e admira-se ainda do precário "valor moral", da "indiferença nacional" da massa desse povo, como se a sujeira do cinema e da imprensa e coisas semelhantes pudessem fornecer base para o conhecimento das grandezas da Pátria, abstraindo-se mesmo a educação individual anterior. Pude então compreender bem a seguinte verdade, em que jamais havia pensado:
O problema da "nacionalização" de um povo deve começar pela criação de condições sociais sadias como fundamento de uma possibilidade de educação do indivíduo. Somente quem, pela educação e pela escola, aprende a conhecer as grandes alturas econômicas e, sobretudo, políticas, da própria Pátria, pode adquirir e adquirará, certamente, aquele orgulho íntimo de pertencer a um tal povo. SÓ SE PODE LUTAR PELO QUE SE AMA, SÓ SE PODE AMAR O QUE SE RESPEITA E RESPEITAR O QUE PELO MENOS SE CONHECE."
Adolf Hitler, "Mein Kampf", 1924
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